sábado, 28 de agosto de 2010

É tudo sempre igual?

Hoje eu descobri algo que já sabia.....jornal é um saco.
Telejornal então, pior ainda. Aí os ilustres companheiros de jornada me dirão que sou pouco antenada com o mundo....de maneira nenhum, só estou cansada de muitas coisas repetidas diariamente.
As capas são sempre as mesmas: assaltos, aumentos de impostos, assassinatos, políticos corruptos, times de futebol que ganham e que perdem....sempre a mesma coisa.
Hoje assisti a uma notícia no jornal que eu vejo há mais ou menos uns dez anos, no mínimo: Corram menos na estrada do Taim, no Rio Grande do Sul, pois muitos animais são mortos diariamente pelo excesso de velocidade...e lá apareceu na TV vários bichinhos atirados na beira da estrada....enfim....sempre a mesma coisa.
Acidentes de carro por alta velocidade e outras imprudências....
Os efeitos maléficos das drogas licítas e ilícitas na vida particular e comunitária....
A falta de segurança nas cidades brasileiras....
A guerra eterna no Oriente Médio....
A fome constante de muitas pessoas....
A saúde precária do nosso país....
As cuecas cheias de dinheiro....
Enfim....sempre, observem....sempre são as mesmas notícias....nada muda....pelo menos não percebo olhando os jornais e lendo os impressos.
A querida Madre Tereza foi quetsionada uma vez por um jornal poque não participava de passeatas contra a guerra e na luz de sua sabedoria repondeu:"Jamais caminharei contra a guerra, mas me chamem para uma passeata pela PAZ e serei a primeira a estar em pé!"Linda e iluminada como sempre foi.
Estou cansada de tanta notícia ruim. Estou exausta de tanto sensacionalismo com as coisas que não nos acrescentam.
Precisamos saber sim do que acontece no mundo, mas não divulgamos nada, absolutamente nada de bom. O mundo precisa de notícias boas, precisa visualizar tb as pessoas que caminham pela PAZ e não apenas as que promovem a guerra.
Precisam sim ouvir depoimentos ilustes de simples policíais não corruptos que carregam no peito a vontade de proteger o outro com sua própria vida.
Precisamos ouvir músicas que nos iluminem a alma, chega de tanta dor de cotovelo....criemos músicas de amores que dão certo.
Precisamos d enovelas em que haja realmente mocinhos e que eles não se dêem bem somente no último capítulo.
Precisamos de seriados em que a traição e a desestruturação familiar nãos ejam o trama principal.
Queremos, exigimos coisas que façam bem a nossa alma e ao nosso coração.
Estou cansada de só ver as notícias dos vilões.
Estou cansada de falsas promessas no horário político, por sinal comandando pelos mesmos de sempre.
Quero novidades!
"Por favor me traga uma notícia boa...", Já dizia Nenhum de Nós, nosso grupo mais que gaúcho.
Eu preciso visualizar que ainda existem bons motoristas no trânsito, que ainda existem políticos honestos, que os amores podem dar certo, que nem sempre os filhos se drogam e que podemos vencer todo mal que existe nesse mundo.
Me convidem para uma passeata pela PAZ.
Tb estarei lá rapidinho....E talvez o espiríto iluminado de Madre tereza também....
Um abraço cheio de luz....

Sofia

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Trajetórias de vida


Hoje eu vinha caminhando depois de sair do trabalho e pensando....pensando em como a vida da gente corre, o tempo voa....e as vezes nem percebemos essa velocidade toda....e vamos acelerando, marchando....rumo a passar desapercebido por tantas coisas lindas. E aí veio a vontade de escrever....no ônibus, na rua....na minha trajetória de volta para casa e que cruzei com tantas pessoas e vivi tanta coisa mesmo em 30 minutos.
Me lembrei de quando era mais jovem, tinha um grupo de amigos maravilhosos, aqueles de fé....e viviamos tudo, absolutamente TUDO juntos. Viajávamos juntos, em excursões maravilhosas pelo estado, estudávamos juntos, olhávamos os "gatinhos" (na época era assim que a gente chamava!) juntos...enfim...uma turma de amigos e amigas sensacional. Conhecemos nossos primeiros e intensos amores, namoramos e brigamos muito...sempre juntos.
Aí veio o segundo grau, nos separamos um pouco, conhecemos outras pessoas....fizemos novos e tão intensos e verdadeiros amigos....na verdade só somamos as amizades. E permanecemos juntos, agora maiores em quantidade.
Vieram as festas de 15 anos....meu DEUS, todo final de semana era alguém....troca de sapatinhos à meia noite, troca de vestidos, parabéns e a valsa....ui que dor nos pé com aquela valsa. E sem contar no primeiro namoradinho que ia na festa pra dizer que bom...ele seria o primeiro mesmo....heheheheheh
Vieram as festas, os pagodes, que na época eram vários...os shows inúmeros do Nenhum de Nós e nós cantando bem alto...."Mas vc lembra...vc vai lembrar de mim....que o nosso amor valeu a pena"...ou então com aquela musiquinha bala que todos nós enlouqueciamos quando tocava "Porque vc não larga de bobeira e vem me dar um beijo? Se é isso que vc mais quer, se é isso que a gente quer..."...heheheheh....e assim íamos crescendo.JUNTOS.
Nossas formaturas foram quase todas na mesma época....festa e mais festa.
E aí veio o Vestibular...o vilão...alguns passaram, alguns tentaram mais alguns anos....e a faculdade trouxe mais amigos, mais compromissos, menos horas juntos, mais contatos por e-mail, mais estresse (ainda não havia sido notado ele antes da graduação!)....mas tb trouxe mais cerveja, mais agito, mais jantas, mais estudos de madrugada coletivos....mais café!
E a faculdade termina....amores, grandes e intensos, ficaram pra trás...a aversão por bebida alcóolica também....heheheh....moderadamente quando consumida faz um bem danado...heheheeh.....e as formaturas vieram de novo!
Festas regadas de desejos e sonhos, conquistas e vitórias...e os amigos, do primeiro grau, do segundo grau e da faculdade reunidos num só lugar, de faixa aberta na mão, gritando seu nome após ser chamado pelo Reitor...e provando que amizades se somam sempre, nunca se diluem...tomam rumos diferentes, mas dão orgulho.
Vem o Mestrado....e o que parecia estresse tornou-se um grande prazer. O primeiro emprego nos trouxe chuvas de lágrimas, mas vitórias inesquecíveis. E então, decidimos tomar rumos mais distantes.
E pegamos um ônibus, saímos de casa e dissemos com essa atitude que AGORA é tudo com a gente.
Os contatos por e-mail e redes sociais tornam-se mais apropriados e mais fáceis...mas o abraço apertado daquele amigo fiel faz uma falta inexplicável....incondicional...inesquecível.
E eles agora estão casados, um a um foram encontrando seus pares, seus amores e criando famílias. E estávamos todos lá, na platéia, aplaudindo e as vezes chorando emocionados, por ver aquele ser querido demais dando passos tão inesquecíveis na sua vida.
E alguns deram já passos maiores....tiveram a iniciativa d eingrenar na vida d epais e encher esses amigos sem coragem de esperança e vontade!
E nossas trajetórias de vida, parecidas, juntas, apesar de com caminhos e desvios frequentemente distantes, nunca se esqueceram. Continuamos usando os mesmos apelidos, mandando fotos dos filhos por e-mails, contando nossos causos no Orkut e de vez em quando se reunindo num lugar mais próximo pra nos reforçarmos com aquele abraço gostoso.
E das trajetórias de nossas vidas, fica tudo....exatamente tudo. Na memória, na lembrança especial, naquela área do cérebro chamada Baú de Tesouros:
- o primeiro amor;
- o primeiro beijo;
- as saídas nas festas;
- os estudos e as viajens;
- as jantas na casa de um e outro;
- os aniversários com som na garagem;
- os pagodes e os rocks;
- os ensaios na banda;
- os Grupos de Conviência de Jovens;
- as formas de lutar por uma juventude melhor através de encontros juvenis;
- os términos de namoro tão sofridos;
- os novos amores encontrados;
- a brincadeira dos bichos no vestibular;
- a valsa da formatura;
- o primeiro ônibus para chegar a casa de cada um, sem ser a casa dos pais;
- os "sim" dos casamentos;
- as fotos dos filhos;
- os e-mails lindos recebidos nas caixas de mensagens que nos tornam próximos de novo.

E as trajetórias continuam...não param...o ônibus continua a andar, fazer seu trajeto e o tempo nos traz quilos, marcas e lembranças que nos tornam pessoas mais fortes e corajosas.
E que assim continue...nos separando e nos reencontrando.
E de tempos em tempos nos possibilitando aquele abraço maravilhoso que só vc meu amigo pode me proporcionar.

Com carinho a todos que fazem parte da minha Trajetória de Vida, hoje, ontem e sempre.
Sofia

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pensando de peito aberto


Hoje venho apenas comunicar algo que para mim é muito importante...de 01 à 07 de agosto acontece mundialmente a Semana da Amamentação.
Que possamos todos juntos apoiar e promover o aleitamento materno, fornecer orientações sempre que necessário e possibilitar que este ato de amor e de cuidado e promoção da vida posso se perpetuar.
Abaixo aos bicos e mamadeiras!
Abaixos as fórmulas lácteas comerciais!
Que possamos orientar e possibilitar reflexão.
Amamentar é um direito, uma opção e não deve ser tratado como obrigação.
Apoie e isso já é o bastante!
Um abraço...

Sofia

sábado, 19 de junho de 2010

Sobre a copa do mundo que nem sempre é nossa


Hoje me chamou a atenção algumas reportagens da TV....tô em casa, curtindo a Copa e os Jogos...e três anúncios de reportagens me chamam a atenção, todas envolvendo o mesmo tema, em emissoras diferentes: A relação das mulheres com a Copa e o Futebol. Não sou feminista, ou melhor extremista, mas confesso que a revolta estomacal foi grande em relação as idéias anunciadas em cada uma das reportagens:
1. "Bem amigas" = as mulheres que somente olham os corpos definidos dos jogadores no momento do jogo, o mais bunitão, o mais pernudo, o mais sexi....o mais feio...enfim....uma análise "tática" dos melhor perfis da Copa da áfrica.
2. Um bolão da Copa cujas mulheres estão vencendo...aí entra A (isso mesmo UMA) jornalista e fala as seguintes preciosidades: "As mulheres estão vencendo este bolão, mas como pode....vamos ver com uma...querida o que é escanteio?..." (risos por parte da entrevistada e volta A jornalista) ..."pois é, e elas estão vencendo".

3. Uma reportagem na net sobre as garotas dos jogadores, as beldades que andam com os jogadores de futebol, com o seguinte título: As mulheres na Copa.

Fico me questionando o quanto no nosso dia-a-dia não escutamos reproduções concretas, mas levemente camufladas do preconceito contra as mulheres. Assistimos fóruns, debates, conversas abertas, discussões sobre o quanto o espaço das mulheres na sociedade aumentou, mas continuamos recebendo salários menores que os homens e aceitando fielmente a gentileza aperuada de entendermos de sapatos e bolsas e nada mais.

São reproduções fiéis e escondidas do quanto ainda precisamos amadurecer como sociedade, e talvez quais os outros preconceitos enraizados que ainda camuflamos com o "slogan" de país das diversidades.

Tudo bem, nós mulheres realmente conquistamos mais espaços a cada dia, mas somente nós sabemos a que preço isso se realiza. Somos as multitarefas: mulheres, mães, donas de casa, enfermeiras, advogadas, diaristas, professoras...e tantos outros papéis. Saímos cedo para trabalhar, mas antes deixamos a casa toda perfeita, o almoço adiantado, a cozinha limpa, pois sabemos que se não fizermos isso, a noite quando, após ganhar causas na justiça ou salvar vidas em um hospital e após buscar os filhos no colégio, teremos ainda que ajudar a fazer os temas e arrumar aquilo que deixamos para trás pela manhã.

Não desmereço os homens que muito, mas muito, evoluiram também em suas conquistas e como parceiros da mulher na vida a dois...e eu sei bem disso...vivo com um parceiro maravilhoso nessa história. Mas compreendo que muitas de nós ainda vivem desta forma...e se sentam na frente da TV para assistir CamarõesXDinamarca, num sábado a tarde, de folga, para curtir um futebol por sinal bem bom de ver nesse jogo, e precisa ainda se dar conta que preconceitos em relação ao genero ainda existem nesse país.

Eu AMO futebol. Adoro ver jogo comendo um salgadinho e tomando uma cerveja. Entendo perfeitamente o que é um escanteio ou um empedimento, e não aprendi com a Ingrid Guimarães no Fantástico ensinando o que é impedimento em uma liquidação em uma loja em São Paulo, o que muito fez a Ingrid cair no meu conceito.
Adoro torcer, juntar os amigos em dia de jogo do Brasil, discutir com meu pai e com meu marido quando tem Gre-Nal, sempre favorecendo o tricolor claro...Acho fantástico jogadores atuais como Kaká, Eto'o, Cristiano Ronaldo, Lúcio, Nilmar, Ganso, Robinho...e gosto do time do Dunga...afinal o cara é gaudério mesmo e deixa ele quieto tchê!
Acho sensacional o time atual da Argentina....mesmo não querendo que eles vão muito longe...mas reconheço que Messi é o cara.

E querem saber mais? Torço incondicionalmente pelas seleções africanas, todas elas....mesmo sabendo das poucas chances que elas possuem contra um Brasil, Alemanha ou Argentina....mas torço...Torço que qualquer seleção africana vá longe, elimine uma seleção americana e inglesa...os maiores algozes da África até os dias atuais....

E querem saber no que mais penso nessa copa? Penso na ÁFRICA, no continente pobre e humilde, no lugar reconhecido somente pela pobreza...e que mesmo assim enche de colorido e de som de vuvuzelas os estádios todos os dias em todos os jogos.
Penso no quanto aquele povo, que ainda sofre com o preconceito deve ter que tá aturando dos turistas europeus e norte-americanos, penso o quanto aquele povo deve estar aproveitando para ganhar um a mais e garantir o prato bem vindo depois da copa.

E aí penso no Brasil em 2014....penso em quanto não será desviado em cada estádio mega que irão projetar...penso em quantas casas populares, escolas, hospitais, empregos poderiam ser gerados direta e indiretamente na construção de um novo Morumbi, ou na nova Arena do Internacional.....Penso que o metrô em Porto Alegre e a extensão do trem deveriam ter sido pensadas para os gaúchos antes, pois sentimos essa necessidade todo dia...e não para os que virão daqui a quatro anos assitir talvez Argentina contra alguém no estádio do Beira-Rio.

Penso que deveríamos pensar mais sobre isso....penso que preonceitos ainda existem....e nós mulheres, por supostamente entendermos só das pernas de jogadores e aprendermos o que é impedimento comparando com uma liquidação...realmente, nesta visão, não poderíamos ajudar muito.

Pois eu não penso, eu ACREDITO fielmente que todo preconceito um dia será exterminado.
Que poderei ver reportagens muito mais interessantes na TV sobre a participação das mulheres no que for....de roupas à movimentos pela PAZ. Que poderei ver negros, africanos, brancos, alemães, ingleses, americanos, em uma copa do mundo pela PAZ. Onde estádios estejam lotados por pessoas que exijam o desarmamento em massa e as condições dignas para todos os continentes.
E aí me lembro de "Ensaio sobre a cegueira" do profundo português José Saramago...e me pergunto o quanto enxergamos e o quanto ainda somos cegos nesse mundo de hoje virtualmente tão evoluído. E este cara surpreendente escreveu o seguinte: "Duvido que nos tempos mais próximos as ideias socialistas tenham qualquer oportunidade."Não sei se duvido...mas tenho medo...

E por ser brasileira, ser mulher e ouvir coisas como a que ouvi hoje...tenho medo.
Sou mulher, adoro futebol, vejo na Copa mais do que uma bola rolando, penso diferente talvez, mas nem por isso deixo de ser um ser pensante e não apenas uma esposa com um cartão de crédito na mão....em uma liquidaÇÃO.
Penso, entendo, compreendo, faço julgamentos não das pessoas, mas das ações no mundo...torço pelo Brasil, visto verde e amarelo...mas principalmente...torço por um mundo sem preconceitos DE VERDADE.

Rumo ao hexa Brasil!

Sofia


segunda-feira, 14 de junho de 2010


"E se hoje fosse ontem?
E se o tempo voltasse atrás...talvez eu fizesse tudo diferente....talvez eu mudasse o rumo das coisas...
Talvez eu arriscasse mais, tivesse mais coragem, mais firmeza...menos insônia.
Mas a verdade é que o tempo é o que ele é, o que se propôs a fazer quando nasceu...
Passar, sem nenhum tipo de remorso ou pena de quem o vive.Apenas passar.
Porque é no tempo que criamos, que vivemos, que vencemos e que buscamos.
Talvez eu fizesse tudo diferente, mas também não teria aprendido tanto..."

Abraços

Sofia

sábado, 5 de junho de 2010

Somente um suspiro utópico

Das utopias

"Se as coisas são inatingíveis...ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos se não fora

A presença distante das estrelas!"

(Mário Quintana)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sobre vitórias e derrotas


Faz tempo que não escrevo, mas como já expliquei em outro momento, não escrevo por escrever, preciso ter vontade, ter serenidade, ter o que escrever com o coração e não apenas com a mente. E aí demoro....mas a escrita vem...da alma e não da mente.
Venho pensando muito sobre vitórias e derrotas, sobre o que seriam conquistas e batalhas perdidas e cada vez mais considero que não existem derrotas nem vitórias, existem apenas aquilo que precisamos viver e que as vezes as ditas perdas nos ensinam muito mais coisas do que os troféus populares.
Pasei três meses sentindo apenas a derrota, como se continuar fosse apenas garantir essa perda mais uma vez e não me dei conta do quanto aprendi com as paradas que a vida me proporciona.
Eu sempre estive acostumada a vencer...sempre...tudo em que eu me metia dava certo, fosse o que fosse. Não por sorte, mas por esforço e coragem, sempre tudo que me inseria dava certo....vestibular, faculdade,pósgraduação,concursos...viagens...seleções....estágios...
enfim...tudo sempre eu conseguia...e aí a família, os amigos e eu mesma acabava sentindo que tudo era sempre possível, o que afinal é, basta mudar o foco as vezes.Aí com uma grande mudança desejada (mais uma das vitórias) apareceu algo novo, velho na verdade, pois estava apenas escondido...o medo da derrota...um medo devastador.
Sabe pensar o que os outros vão pensar se você simplesmente não conseguir ser a primeira em tudo? Aquela cobrança interna e na verdade só sua, de que você não pode perder...e que se for achar que vai perder nem entre na luta? Pois é, esse medo mesmo...na verdade só seu, pois todas as outras pessoas já sabem o quanto você é capaz e o quanto você é feliz!
Mas o medo é seu....e se não der certo como vou me olhar? Eu sempre a primeira em tudo? Vou ter que ir até o espelho e dizer "Eu não consegui", a frase mais temida.
E ter que responder as perguntas dos outros sobre como vocÊ foi e ouvir você mesmo dizendo "Eu não consegui"....
E a partir dessa sensação eu parei. Disse ao meu subconsciente que não precisava mais de nada...que era melhor não tentar do que passar a vergonha do não conseguir...a minha vergonha e não a dos outros.
E parei.Por um bom tempo não tentei mais nada, bem que estava.
Mas aí o tempo, o universo, a vida que não pará nunca, nos dá um saculejo, pra que realmente a gente perceba que não pode tudo mesmo, que não temos controle sobre tudo realmente e que principalmente não somos um mágico imortal que faz estripulias sozinho sem contar seus segredos a ninguém. Não...a vida não pará, como diz Lenine.
E de repente você percebe que arriscar é preciso...ARRISCAR. Você pode até ter medo de perder, mas essa é uma probabilidade mesmo...e perder ou ganhar é um termo apenas humano, capitalista, que não significa o que você é ou o que ainda pode ser...são apenas palavras, quem as dá significado somos nós mesmos.
E de repente eu me meti numa grande arriscada...daquelas que eu tinha tudo pra não conseguir nada.....mas resolvi arriscar...e num momento bem tenso na minha vida...um momento de retorno, de recomeço....de ansiedade. E eu, enlouquecidamente, tive a coragem que eu simplesmente achava ter perdido, eu me expus, me comprometi comigo e não com os outros e arrisquei.....pra mim apenas e não pra ninguém.
Fui, meti as caras e deu certinho....quer dizer...na visão humana e simplista eu perdi....mas foi uma vitória totalmente inesperada e que me encheu de orgulho de mim mesma. E isso foi inovador...eu perdi, mas estou estranhamente orgulhosa disso. Fui mais longe do que imaginaria que naquele momento conseguiria, precisei de ajuda da família amada, que no fundo são os únicos que vocÊ realmente pode SEMPRE contar, sem concorrências, sem medos e sem vergonhas....Dormi tarde, chorei, tive rinite alérgica....mas fiz o que eu podia, de melhor, naquele momento....e me orgulho demais disso....demais...foi uma vitória melhor que qualquer primeiro lugar que tirei nessa vida.
Voltei pra casa com mais gana, mais certeza do que ainda posso ser e fazer, mais vontade, mais coragem....tudo devido a uma "derrota", e bem derrotada.....hehehehehehe...
Com isso eu aprendi que ter medo é normal, que a derrota é humano e não divino...e como não me considero uma deusa posso dizer tranquilo "Eu não consegui" E VOLTAR PRA CASA SEM RESSENTIMENTOS COMIGO MESMA E SEM DECEPCIONAR MAIS A MIM.
E o melhor de tudo, posso pedir ajuda sem nenhum tipo de vergonha....basta saber as pessoas certas....e a família é sempre a melhor escolha.
Aprendi que as derrotas podem ensinar muito mais que dez primeiros lugares....e falo isso sem nenhum tipo de dor de cotovelo de "derrotado", mas sim de alguém que descobriu simplesmente ser vitoriosa....sempre...sem importar o resultado ou a nota final, ou a colocação que vocÊ tira naquele concurso. Nem sempre números são sensíveis ao ponto de dizer o quanto você realmente cresceu e aprendeu com o que passou....na verdade quase nunca são...
"Ser capitão desse mundo, poder rodar sem fronteiras, viver um ano em segundos, não achar sonhos besteiras....", já diz Maria Gadu inteligentemente....Comandar o seu mundo é simplesmente arriscar a cada dia, ter medo sim, controlado, saber que não se é invencível, mas se pode sempre vencer com qualquer resultados na vida....basta mudar o foco....e nunca em nenhum momento achar sonhos besteiras.
Eu aprendi e ainda estou aprendendo a perder....com glamour...heheheh....com elegÂncia e principalmente com felicidade. Porque sucesso não é ganhar sempre.
Sucesso é fazer das derrotas estímulos vitoriosos para ir em frente.
Com carinho

Sofia