sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sobre 50 tons de preconceito

Bom, vamos lá para mais uma opinião....eu disse que andava muito afim de escrever sobre várias coisas. E hoje, depois de mais de um ano pensando e refletindo sobre algumas coisas, posso retomar uma discussão que tive, um debate, sobre o livro "50 Tons de Cinza" da autora E.L.James. O livro na verdade é uma trilogia que conta a história de uma jovem Anastasia Steele, estudante de literatura, e do também jovem, mas extremamente rico, Christian Grey, misterioso e com uma história de vida mais complicada impossível.
Mas aí vc se pergunta: cargas do que essa mulher vai falar desse livro? Simples, porque com a experiência difícil de ler esta trilogia eu descobri o quanto ainda sou ignorante e preconceituosa com alguns aspectos. E saber disso, que sou preconceituosa, seja no que for, me incomoda por demais.
Mas vamos do início. Há um ano e meio, no "bum" dos comentários do livro eu entrei em uma livraria determinada a comprar, peguei o primeiro exemplar intitulado "50 Tons de Cinza", e como faço com todos os livros que vou ler, abro ele numa página qualquer e vejo se possivelmente irá me interessar. E, na ocasião eu abri na página de um contrato bastante diferente de relacionamento (que não vou contar qual é para que vcs possam ficar curiosos). Li uma parte, sem entender nem contextualizar, achei um absurdo, fiz beiço e fui pras redes sociais criticar de língua afiada que nenhuma mulher poderia sequer ler e gostar daquilo, que era uma afronta ao feminino e que, como mulher, me negava a compartilhar desta ideia.
Uma aluna, querida e inteligente, na época me chamou a atenção sobre eu estar criticando algo que não tinha lido e que com certeza não estava entendendo, enquanto uma prima me disse para deixar de ter preconceito literário e ler, depois comentar. Na época fiquei impressionada de duas mulheres inteligentes me dizerem isso e, mesmo assim, não li. Fiz birra.
Passados mais de um ano e meio, visito uma amiga, outra mulher poderosa e forte, e vejo na estante dela a trilogia completa e pergunto: "Não acredito que tu tens e leu isso!", e ela, na sua total inteligência e amizade me pega pela mãe e diz: "Amiga, leia, não tenha preconceito, seja ele de que tipo for. É apenas uma história e talvez muito diferente do que imaginas." E, como veio desse poder de mulher, resolvi encarar. Baixei o primeiro livro na internet e numa noite de chuva em casa comecei a ler...e surpreendentemente não consegui parar de ler. Pois é...fui absorvida pelos 50 tons e por toda curiosidade que me tomou de saber mais sobre diversas coisas que o livro me apresentou.
E não é que não era nada do que eu imaginava? Eu, uma feminista assumida, que me considero seriamente uma lutadora pelos direitos das mulheres e pela conquista de espaço das mesmas na sociedade, simplesmente abri a minha mente e me dei conta que tem muita coisa que não sei e que não entendo. E para aprender, é preciso ser humilde o bastante para admitir que não sabemos e que erramos.
Simplesmente devorei o primeiro, devorei o segundo "50 Tons Mais Escuros" e o terceiro "50 Tons de Liberdade". A história me envolveu mais do que eu imaginava e não, não foi apenas pelas questões sexuais ocorridas na mesma, mas por todo restante que envolve os personagens. Não se trata somente de um romance, mas uma história que nos faz pensar sobre como enxergamos a nossa sexualidade, principalmente nós mulheres, o que ainda nos é tolido, nos ensinado como errado e feio, nos ameaçado como vulgar. Não se trata somente de um romance, mas de uma história que fala sobre a fragilidade, o abandono, os traumas infantis e a redenção de um relacionamento parcial até uma entrega total. E sim, a sexualidade que invade todo o livro nos remete a pensar em como somos incrivelmente ignorantes com o que não conhecemos.
Aí, como boa curiosa que sou, comecei a procurar entrevistas, críticas, comentários sobre o livro nas redes sociais e na internet como um todo. E fico abalada com muito, mas muito PRECONCEITO. Nas redes sociais leio diversas vezes os seguintes comentários quando alguma mulher posta que leu o livro ou que está ansiosa pela adaptação para o cinema:
"Você deve não ser comida a muito tempo", "Deve ter faltado laço para essas mulheres que gostam de 50 tons", "São tudo umas vadias!", "Vagabundas mal comidas!", " "Essa mulherada é tudo vagabunda, gostam de um pornô mesmo!". Pois é, não estou inventando nenhuma frase, todas retirei de sites, blogs, You tube, redes sociais...enfim....alguns inclusive de mulheres, como eu e você que lê agora. Fiquei impressionada com os comentários maldosos e preconceituosos. Inclusive vi um vídeo de Danilo Gentili, apresentador de tv, por sinal que vem decaindo demais sua qualidade, falando que as fãs de 50 tons não entenderam o livro ou "eram mal comidas" há muito tempo. Que isso gente....por favor.
Quer dizer que mulheres que gostam de sexo são vagabundas? Quer dizer que mulheres "direitas" não devem ler este tipo de livro? É isso mesmo? Mulheres "pra casar" não devem gostar de nenhum Christian Grey e muito menos de nada que envolva sexualidade. Em pleno 2014, pois é esse o pensamento que temos ainda.
Aí resolvi perguntar pra algumas amigas se elas tinham lido o livro, um ou todos, e pra minha surpresa maior a grande maioria tinha lido, mas não comentava com ninguém por vergonha ou medo de ser criticada por ler. Exatamente. Nós mulheres, poderosas, independentes, livres, em pleno 2014, não dizemos que lemos um livro que, em sua essência não é apenas sobre sexo, mas que sim tem muita coisa legal (isso, eu disse LEGAL) sobre sexo também, porque seremos julgadas. E julgadas a maioria das vezes por outras mulheres. Fiquei muito preocupada com isso.
Quanto ainda somos julgadas? Quanto ainda somos dominadas? Quanto ainda somos tolidas? Se isso acontece com um livro, com a leitura de um simples livro, o que será que ainda acontece com todo resto que envolve a sexualidade das mulheres, seus desejos, suas fantasias, sua forma de ser e pensar.
Aí resolvi me libertar. EU LI SIM OS TRÊS LIVROS. Adorei. Fiquei cheia de curiosidade e ideias. Não vi nada antifeminino ali. Vi uma mulher e um homem se descobrindo através da parceria e sim, também através do sexo, do que gostavam, do que os dois queriam, do que lhes dava prazer. Não havia submissão, não havia dominação. Havia carência, abandono, amor e muito sexo bem feito por duas pessoas que se queriam de todas as formas. Pronto falei. E como eles faziam tudo isso não importa, afinal os dois queriam e se beneficiavam. Pronto, simples assim.
E quem sabe a gente julga menos os outros, ou quem sabe nem julga? Quem sabe a gente respeita a sexualidade alheia. E, quem sabe, a gente começa não tendo preconceito nenhum sobre nada, nem sobre o que o outro faz ou até sobre o que o outro está lendo. Fiquei realmente mais afrontada com o que ouvi sobre o livro e li nas redes sociais, do que com o conteúdo delicioso dele, isso mesmo DELICIOSO.
Talvez o que tenha chamado tanto a atenção das mulheres nesses livros é justamente a liberdade sexual contida nele, coisa que ainda, no mundo real, não conseguimos. No mundo real não podemos ser Anastásia e aceitar o que realmente desejamos, porque senão, conforme tudo que li, seremos vistas como "vagabundas" né?
Pois é, esse é o país da liberdade, o país sem preconceito, o país onde tudo pode e tudo é respeitado. Só que não né. País hipócrita onde homens babam pelas mulheres nuas no carnaval e assistem programas como Pânico na Tv também babando pelas bundas das panicats, mas se mulheres gostam de ler "50 Tons de Cinza" são vagabundas mal comidas.
Pois bem....continuemos lendo livros, nos reportando a mundos imaginários, esperando que um dia possamos encontrar homens que simplesmente entendam nossos desejos sexuais e topem ser parceiros na vida como um todo....Ah como em 2014 ainda podemos estar tão na idade média ainda....tão na época da escuridão....Como em 2014 o sexo ainda é um tabu tão grande, principalmente para as mulheres?
Fica a campanha. Leiam o que quiserem e não escondam que leram!
Vivam o que quiserem e não se escondem. leiam, tenham idéias, usem e abusem e sejam felizes!
E abaixo o trailer do filme....para quem não leu ficar com vontade...
Trailer 50 tons

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Robin Williams, Fausto Fanti e a crença de que temos tudo

Bom....lá vou eu, quase dois anos após minha última postagem...uma blogueira que não "bloga". Essa talvez seria minha definição. E eu respondo...tô nem aí....escrevo quando algo me conduz internamente para isso e essa semana isso ocorreu, por diversos assuntos, mas escolho esse para retomar minhas reflexões. Escolho a morte do ator Robin Williams e do comediante Fausto Fanti, ambos homens brilhantes e suicidas. Ambos homens que sofreram de uma doença grave, mas que, não é ainda vista dessa forma pela sociedade como um todo. É a eterna doença de quem não tem o que fazer, a doença de quem precisa de trabalho pra se curar, a doença inexplicável de quem tem tudo e não dá valor a nada, a eterna síndrome de quem não tem um tanque de roupa para lavar....enfim....a única doença grave do mundo totalmente banalizada. E eu não consigo entender isso....Talvez eu não consiga entender porque já sofri com ela e digo verdadeiramente que que ninguém que nunca tenha passado por ela conseguirá entender o quanto ela é devastadora.
Eu lhe pergunto: se seu pai tiver câncer de próstata, doença grave que pode levar a morte, o que você irá fazer? Dizer para ela que deve trabalhar mais, ocupar a cabeça, parar de pensar bobagem, olhar para tudo que tem, agradecer e pronto...ele estará curado! Ou você procurará uma bom oncologista, iniciará todos os tratamentos possíveis e, assim lutará pela sua vida com qualidade? Para alguém com câncer você indicaria trabalhar mais para ocupar a cabeça e tirar as bobagens dela? Para um diabético você negaria a insulina e indicaria um tanque de roupa para lavar? Para um hipertenso grave, vc esperaria um colapso cardíaco enquanto mostra a ele tudo que ele tem e deve ser agradecido, ou procuraria um bom cardiologista e iniciaria um tratamento adequado para que o colapso cardíaco fosse evitado?
Pois bem. Com a depressão é a mesma coisa, idêntico! É uma doença GRAVE que sem tratamento adequado leva a MORTE. Simples assim. Como o câncer. Como a hipertensão e como uma crise hiperglicêmica. E como doença grave, possui tratamento adequado e acompanhamento eficiente que promove qualidade de vida e melhora considerável.
Assim foi comigo. Assim poderia ter sido com estes brilhantes homens que nos deixaram esta semana. Estes nós conhecemos né? Mas e todos os que estão por aí, familiares, amigos, colegas de trabalho? Talvez sofrendo em silêncio por que você, um total ignorante no assunto, não consegue aprender e compreender que, se você não entende de algo, melhor ficar calado. Acredite, dizer que temos tudo e que nosso sofrimento não é válido não ajuda em nada. Dizer que temos tudo e que precisamos valorizar mais o que temos não irá equilibrar meus neurotransmissores para que eu possa enxergar alguma luz no fim do túnel (ou do buraco) em que me encontro. Dizer que o que me falta é trabalho não conseguirá me trazer de volta a coragem e a vontade de viver que me faltam quando em depressão.
Já fazem 4 anos que eu me trato. Já fazem 4 anos da última vez. Já fazem 4 anos que eu luto, sem ter mais vergonha e sem me esconder, controlando uma doença que, por ser crônica, precisa cuidados contínuos. Foi difícil. É difícil. Todos estamos sempre atentos, assim como um hipertenso que precisa sempre ficar de olho em sua pressão ou um diabético que precisar controlar sua glicose. Eu sempre estou ligada no que me incomoda e, por meio da doença, me descubro incrivelmente a todo dia. Estou estável, assim como Robin, o eterno Patch Adamns, poderia estar. Se não tivesse que se esconder e sofrer em silêncio.
Mais uma vez eu faço o pedido: olhem mais nos olhos de quem vive com você. Olhem profundamente. Estudem. Compreendam.  Leiam. Informem-se. Parem de julgar, parem de achar que sabem das coisas, isso também é uma doença grave: a ignorância e, com certeza, pode levar a morte, tanto física quanto espiritual.
Deixo aqui uma informação: A OMS contabiliza cerca de 350 milhões de pessoas que sofrem depressão em todo mundo e afirma que 90% dos suicídios poderiam ser evitados com cuidado adequado (http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs369/en/).
Pois bem, com certeza tem alguém do seu lado sofrendo...e você acabou de dizer a ela que ela tem tudo que precisa e que possivelmente está com a cabeça muito vazia e precisando trabalhar mais. Pois bem, você acabou de influenciar um suicídio...E eu não estou sendo severa demais, estou apenas sendo verdadeira.
Fica a dica, ok?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Somos incrivelmente previsíveis #só que não

Bha, hoje eu nem me acordei com vontade de escrever, eu dormi com vontade de escrever e simplesmente acordei com tudo na cabeça, ali borbulhando....isso apenas porque acabei descobrindo algo meio óbvio: sou extremamente contraditória. E não um pouco contraditória não...sou muito contraditória...mas acabei refletindo o quanto isso é o que há de verdadeiro em mim e talvez em você também. E eu descobri isso simplesmente pela minha forma contraditória de ser, de agir e de viver. Não pense mal de mim, não sou daquelas que muda de idéia ou que não sabe o que deseja, apenas tenho lados distintos que em muitos momentos de minha vida se batem sem se aniquilarem, mas incrivelmente se complementam. E essas descobertas eu venho fazendo todos os dias, me surpreendendo e verdadeiramente sendo quem sou sem ressentimentos. E talvez nesses encontros pessoais e individuais que compartilho hoje você encontre um pouco do que há em você mesmo durante a leitura. 
Eu sou do tipo estranho que na sua biblioteca particular tem guardado com super carinho a biografia completa de Che Guevara e bem do ladinho dela está toda Saga Crepúsculo. Mais ao lado o Livro dos Espíritos e o Evangelho Segundo o Espiritismo, logo abaixo da Bíblia Sagrada Católica que fica acima da minha belezura que é o Harry Potter, o qual se apoia nos livros de Leonardo Boff, Jane Austen e Michel Foucault. Se contar que nesse meio todo ainda estão Rotinas em Obstetrícia e minha relíquia de livros sobre amamentação, obstetrícia e ginecologia. Uma mistureba que mostra a minha total contradição....só que não. 
Sou daqueles tipos contraditórios que adora documentários interessantes, ama filmes com mensagens de luta, força e fé, mas nunca esqueceu as sensações ao assistir filmes como Amor além da vida, Comer Rezar Amar e o Sorriso de Monalisa. Adoro filmes sérios e que contam histórias reais como Diários de Motocicleta e Cazuza, ah queridos....mas nada em minha vida me fez correr tanto para ir ao cinema do que Amanhecer parte 2.
Eu sou de uma forma incrivelmente estranha que prefere ver filmes que já assistiu a ter que ver um novo...Cartas para Julieta, Comer Rezar Amar, Os vingadores, Crepúsculo e Orgulho e Preconceito talvez tenham batido todos os recordes de bilheteria na minha casa. Contraditório? Não...meu geito só que não de ser. 
E se eu for falar de televisão fica mais contraditório ainda. Não aceito de geito nenhum programas como O Pânico na TV, Zorra Total, Faustão, Fantástico e tantos outros que sinto afrontarem totalmente meu cérebro, me idiotizarem, me sinto ofendida. Mas aí todo janeiro acompanho fervorosamente o Big Brother Brasil e torço de verdade...pode isso? Fora que adoro todas as lutas do UFC....eu simplesmente enlouqueço e vibro em cada uma delas, enquanto meu marido pergunta como posso gostar tanto daquilo. Não...isso não pode...ou será que pode sim?
E música...eu amo Maria Rita, Gilberto Gil, Legião, Cássia Eller, Cazuza, Raul Seixas, Lenine, Zeca Baleiro e Oswaldo Montenegro...cada canção uma poesia. Mas basta tocar "Ai se eu te pego" meu bem que eu já saio pulando....Os shows que eu fui? Nenhum destes...apenas Sandy e Junior (duas vezes por sinal), Roberto Carlos (duas tb) e agora babem...Aviões do Forró (esse porque ganhei...hehehehe)...E ainda me maltrato até hoje de não ter ido na Paula Fernandes e Vitor e Leo...Maria Rita linda que é linda mesmo veio na minha cidade e achei caro demais...e nem era pra falar a verdade....eheheeheheh. Ai sou um poço eterno de contradições...ridículas as vezes até.
Sou daquelas professoras esquisitas que tentam fazer tudo novo, mas as vezes acaba caindo no velho e tradicional. Daquelas que acedita que a chamada nem sempre determina a presença do aluno, que a nota quase sempre não revela o potencial de alguém e que aprender deveria ir além, deveria compartilhar lutas...e de repente acabo fazendo as mesmas questões de prova que meus próprios professores faziam e eu questionava. Contradição que as vezes me faz sofrer. Não pode isso.
Ai e o discurso então...aquele discurso certinho do que pode e não pode...coma isso, não beba aquilo, pratique exercicios toda semana, tenha boa postura no computador...bla bla bla...e ai eu me entupo de chocolate, adoro uma cervejinha, pago um plano semestral de academia que não frequento há dois meses e neste momento estou toda torta escrevendo essa postagem. Isso me incomoda um pouco # só que não também.
Eu sou daquelas esquisitas que possui um cachorro que é gente, um aquário no qual nunca sobreviveu um peixinho por mais de uma semana e dona de uma casa cheia de plantas que eu amo, mas esqueço de regar. 
Sou das pessoas que briga pelo que acredita, mas que odeia briga, mas depois que entra em uma sai da frente (escorpião né...). Daquelas pessoinhas estranhas que realmente fala o que pensa, que não esconde o que sente, que defende o que acredita e o que acha certo, mas depois fica com um medo das consequencias para si mesmo das coisas que falou e fez. Daquelas super calmas, da paz...mas que quando explode é um vulcão. E em muitos momentos sem volta. Eu já fui parar na delegacia defendendo um cachorro, na direção de um hospital quatro vezes, sendo que trabalhei lá cinco meses, lutando pelo que achava certo e justo e na contramão de opiniões desenfreadas de pessoas ignorantes.
Sou a pessoinha incrivelmente feliz que sofreu demais com depressão. A que sempre qi morar sozinha, ter vida independente e ser mulher moderna...e descobriu pelos caminhos da vida que morar só é um saco, ser independente não significa ser solitário e ser moderna é apenas uma atitude e não uma sensação de solidão.
A pessoa contraditória que acredita em DEUS, coordenou encontros de jovens católicos, hoje frequenta sessões espíritas, entra no mar pedindo benção para Iemanjá, tentou meditar várias vezes sem sucesso e acredita que o amor realmente vai além da vida. 
A doutoranda estranha que não acredita em muitas coisas que vivencia na sua vida de pós-graduanda e que ainda não entendeu bem pra que realmente servirá o título de doutora na sua vida, além apenas da questão financeira. A mulher incrivelmente contraditória que sempre sonhou fazer doutorado e hoje não vê mais nenhum sentido real disso na sua vida. Nada que faça uma diferença real no mundo aqui fora, pras pessoas aqui fora e pra verdade que reside em mim....aquela que enfrentou toda uma seleção e hoje se dá conta que, bom, irá até o fim....mas que o sentido já se perdeu no meio do caminho.
A mulher de dieta que incrivelmente nunca recusa um convite que envolva comida.
Aquela que não suporta diferenças de classe e que luta contra o consumismo desenfrado dessa vida louca que vivenciamos. Entetanto, não consegue entrar numa loja de sapatos e sair de mãos vazias, cujo lema é "para uma mulher sapatos nunca são demais". A pessoa intensa que não consegue entender tanta diferença nesse mundo, mas ao mesmo tempo sonha em ser uma Carrie Bradshaw de Sexy and the City. A que tem no tênis e na sapatilha sua forma de viver, mas que, na boa....ama um brilho.
Bom, a contradição, como vcs puderam perceber faz parte de mim. E antes ela me incomodava, como se eu precisasse escolher um lado para defnir quem eu sou. Ou eu ou eu?
Ou eu sou Guevarista e monto em uma motocicleta lutando pelo mundo ou eu sou a Carry e seu imenso closet cheio de sapatos Jimmy Choo e bolsas Louis Vuitton.
Ou eu leio Crepúsculo e Harry Potter ou estudo Microfísica do Poder de Foucault. 
Ou eu encaro o regime e nunca mais coloco uma trufa na boca, ou eu largo de mão e me jogo nas batatinhas fritas do Burguer King.
Ou eu acredito em vida após a morte ou creio que somente Jesus voltando podemos nos reencontrar com quem já se foi. Ou eu nado sem pedir permissão pra Iemanjá ou eu paro de ler o horóscopo todo domingo na ZH. 
Ou eu ouço Maria Rita e Gilberto Gil e esqueço de vez o pagode, ou caio no samba de uma vez e assumo que nada mais divertido do que um bom axé de Ivete Sangalo. 
Ou assisto os documentários do Discovery ou assumo que assistir os programas de moda do Home e Health são o que há delicioso para se conquistar o glamour....
Ah...quer saber...não quero ser pela metade...tudo isso sou eu por completo...ser essa metamorfose ambulante como dizia Raul e o turbilhão de sensações como Paula Fernandes canta...essa sou toda eu...e sempre fui assim...a escorpiana cristã que usa tênis e ama roupa de oncinha. A fresca mais forte e corajosa que eu mesma já conheci. A enfermeira professora que não gosta de nada que lembre coisas nojentas, mas que na hora do vamos ver arraza...sem falsas modéstias, afinal ser modesta e me sentir tb fazem parte das minhas metades contraditórias. 
E se alguém quiser me julgar, dane-se. Eu me encontrei assim, deixei do "ou isto ou aquilo" e assumi que na minha maior verdade eu sou mesmo uma maluca beleza com seus momentos de diva. E isso me torna contraditória sim, mas até um pouco mais divertida. 
Você me verá por aí em passeatas, postando coisas relevantes para a sociedade, mas tb me verá por aí paseando com meu poddle na cestinha da minha bicicleta rosa. 
E assim, sem receio do julgamento contraditório e preconceituoso alheio eu me mantenho sendo quem eu sou...as vezes Che, as vezes Carry e sempre, em todos os momentos...Única.

Sofia



Seja feliz do jeito que você é, não mude sua rotina pelo o que os outros exigem de você simplesmente viva de acordo com o seu modo de viver...
(Bob Marley)




sábado, 8 de setembro de 2012

Quanto vale o seu viver?

Eu não me importo nem um pouco de ficar meses sem escrever, na verdade nem um pouco mesmo. Acho que ter esse espaço meu e somente meu me dá a oportunidade de escolher em que determinado momento irei utilizar este caderno de anotações para algo que me mova, assim como diZ o subtítulo. Pra escrever de tudo um pouco, coisas pequenas e sem tanta profundidade eu uso outros meios de comunicação. Agora esse aqui é especial demais pra utilizar para qualquer comentário ou crítica. Tudo que escrevo aqui tem tanto haver com meu momento, minha alma ou vivências altamente pessoais, muitas vezes também coletivas.
E hoje, depois de meses, deu uma vontade de escrever sobre coisas que me questiono cotidianamente. E nesses últimos dias venho me perguntando o que na vida vale mais, o que pode nos mover com maior velocidade, o que pra você significa felicidade? E venho me perguntando porque tenho visto tanta gente sofrer por coisas que para mim não valem absolutamente nada em matéria de alma e coração.
Quanto você está disposto a pagar pela sua liberdade de expressão?
Por quem você desistiria de si e de sua família? Valeria isso realmente a pena?
Amar significa anular-se?
Viver uma vida de aparências, seja ela real ou fictícia postada no facebook, realmente vale a pena?
Ai eu me pergunto várias vezes o que pode nos trazer felicidade, momentos de deleite nessa vida.
Pra mim as respostas são simples: família, amor, família, amor, família, amor....
Pela minha liberdade de expressão, mesmo sofrendo, eu não pago nada, apenas luto por ela, incansavelmente...as vezes encontrando outros guerrilheiros fiéis e sonhadores pelo caminho. Expressar-se e poder dizer o que penso, sem a premissa de falar o que se quer sem pensar nas consequencias e sem amor ao próximo, defender o que acho correto e lutar por mais justiça e igualdade realmente me proporciona uma felicidade muito maior que o sofrimento das pedras pelo percurso.
Por ninguém, absolutamente ninguém, nem nada ou coisa alguma, me fariam desistir ou magoar a minha família, bem mais precioso que tenho nessa vida. Ninguém nesse mundo pode valer mais do que eles. E no final das contas, depois de muitas pessoas que passaram na sua vida, quem fica mesmo em todos os momentos, sem interesse nenhum são apenas eles.
Verdadeiramente amar não exige anulação. Amar é um sentimento tão profundo que não há palavras para dizer o que ele é, apenas o que eu tenho certeza que nunca será. Aquele que lhe ama sente isso pelo que você é...tenha você chulé, tenha ou não casa, carro ou outros bens, faça bolo certo ou errado, vista-se pela manhã sempre com a camiseta virada por causa do sono, durma mais do que a cama...enfim...não importa...se a pessoa lhe ama ela jamais vai querer mudar você, afinal ela ama quem você é e não quem ela produziu a partir de sua matriz.
Viver de aparências, reais ou virtuais, é pura ilusão. A gente sente uma obrigação de mostrar a todos tudo que temos e fazemos, nas páginas sociais fazemos questão de postarmos fotos de nossos sorrisos, nossas compras, nossos sucessos...apenas eles...e as pessoas nunca conhecem o que e quem realmente somos. Ai de você s enão postar fotos lindas, sorridentes ou fazendo biquinho...logicamente vc está deprimidérrimo e ninguém, absolutamente ninguém, quer compartilhar isso com você. Ninguém irá curtir você. E, nesse instante, a ditadura da aparência e da felicidade facebookiana toma conta de toda a sociedade. Ninguém quer ler sobre política. Ninguém quer saber de greve e por favor nunca, absolutamente nunca, poste tristezas ou denúncias...vc tem grandes chances de ser eliminado desse grande BBB da vida real...será real mesma?
Sei lá...ando tão cansada de tantas coisas. Pra que tanto título, tanta leitura, tantas teorias, tantas pesquisas, tantas teses....continuamos primatas, homens das cavernas em tantas coisas. Pesquisamos tanto, sabemos tudo que pode destruir o planeta, mas continumos jogando o papel de bala no chão. Descobrimos novas drogas incríveis para curarmos viciados em drogas ultrapassadas. Brigamos com a família e amigos por motivos tão ridiculos que as vezes nem nós mesmos sabemos o que realmente aconteceu.
Pra que tanta perda de um tempo tão precioso? Pra que tanta buzina nas ruas? Pra que tanto barulho? Porque tanto fone de ouvido? O que não queremos ouvir do outro?
Eu não tenho respostas nem pra mim, quanto mais para você que me lê.
Eu apenas desejo sinceramente que após ler este artigo simples que escrevo nessa noite fria do SUL do País, eu e você possamos fazer diferente. Possamos ser felizes sem desejar nada de ninguém, sem esperarmos nada de ninguém, mas doando tudo de amor e paz que possamos compartilhar.
Um grande abraço
SOFIA

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Chegadas e Partidas

Começo hoje com uma letra íncrivel da música Encontro e Despedidas da eterna Elis Regina:

"Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem..
.
"

E não é que é mesmo...a gente chega em um determinado momento, assutado com o novo, com o desconhecido e, daqui a algum tempo, está se despedindo...com saudades de quem fica no local da partida.
Há quatro anos atrás eu cheguei em um local totalmente estranho...grande, enorme na verdade, com milhares de gente desconhecidas, com andares, corredores, cores e olhares totalmente indiferentes a mim. E cheguei com medo. E apesar deo lugar ter sido muito desejado ele acabou virando assustador, desafiador demais pra mim e eu permiti que este medo me dominasse e me fizesse querer sair correndo dali imediatamente. O sonho havia se transformado em pesadelo? Ou pelo medo eu havia modificado o modo de sonhar?
E por um breve instante eu desisti...quis partir logo após a chegada, sem nem ao menos me dar chance de olhar mais de perto e de finalmente poder me apresentar como sou e conhecer quem os outros eram.
Incrivelmente, nesse momento, as pessoas deste lugar "assustador" acreditavam em mim muitomais do que eu mesma. Essas incríveis desconhecidas colocavam fé em mim como eu mesma nunca havia me colocado. E essas pessoas me mostraram que valia a pena continuar, que elas queriam se tornar mais que conhecidas, quem sabe amigas e que eu precisava dar essa chance ao local, à elas e a mim mesma.
E eu resolvi chegar novamente, "pedi um abraço e venha me apertar que tô chegando!...melhor ainda é voltar quando quero..."
Me proporcionei uma nova oportunidade e conheci gente maravilhosa, gente que veio pra ficar, gente que me apoiou e me fez acreditar em mim novamente. E eu descobri que ainda tinha muito potencial dentro da minha alma que eu ainda desconhecia.
E tantas foram as mudanças a partir deste reencontro que hoje, depois de tudo, eu realmente escolhi partir...Não pelos mesmos motivos, pelo contrário...eu escolhi partir sem medos, sem derrotas e sem pré-conceitos. Eu parto com a certeza que ficar foi a melhor coisa a se fazer...que a mulher que sai hoje é bem diferente da menina que chegou ontem e que com todas as pessoas que convivi eu aprendi principalmente a ter coragem!
Obrigada Unidade de Internação Obstétrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre...Com vocês aprendi tanto que nem há espaço em qualquer blog para citar tudo...o importante é que hoje tudo que aprendi irei compartilhar e dessa experiência pretendo contribuir ainda mais pela saúde desse país ainda tãodoente.
Amo a todos vocês...sem excessões...sem ressalvas...sem conceitos...cada um, com seu modo acolhedor e íncrivel me fez acreditar que Chegar e Partir é sempre possível...principalmente quando no meio desse trajeto a gente encontra espirítos de luz e amigos de fé.

E vamo que vamo..chegar em outro lugar...partir sem ter planos...afinal são apenas dois lados da mesma viagem...como diria Elis.

Beijos

Sofia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Para sempre...

A coisa mais difícil dessa vida é perder um amigo...um irmão.
Talvez você não me entenda, ou não compreenda, ou até mesmo seja insensível ao ponto de não perceber que perder um amigo fiel, companheiro e de um amor incondicional, é uma das coisas mais difícceis que se pode passar.
Eu tinha (e ainda tenho) uma amiga assim, 15 anos de amizade inesquecivel e insuperável. Os 15 anos de um amor incondicional, sempre presente nas alegrias e nas tristezas e sempre pronto pra ficar junto nos momentos difíceis.
Ela esteve presente comigo nas minhas primeiras aventuras, viu o meu primeiro amor, roubava balas dos bolsos dele por sinal, comemorou a formatura de nossa mãe e a nossa aprovação no vestibular (minha e do nosso pai). Esteve presente nos trabalhos da faculdade, as vezes ficando até altas horas comigo me dando força no computador. Estava lá nos agradecimentos da minha formatura e do meu mestrado. Sentimos falta uma da outra quando sai de casa...e quando eu chegava a sua festa e alegria pela chegada era especial.
Amava biscoitos, chocolate, frutas, bolachinha recheada, iogurte e todas as besteiras boas dessa vida. Tomava chimarrão com meu pai todas as manhas e fazia companhia a minha mãe nos momentos de televisão na sala. Ela estava sempre lá.
E quando casei...ela viu e cheirou o meu vestido...como que aprovando a beleza contida nele...e comeu o bolo de casamento...aprovando sem dúvida nenhuma.
Passeios na praia, colo e dormir junto na cama, brigas com meu cachorro, amiga das queridas Lili e Kity, fiel e forte até o último minuto.
Mas seres com tão alto grau de iluminação não permanecem só na terra...eles precisam iluminar também o céu. E hoje, com certeza a noite será bem mais estrelada. 
NALA...eu agradeço a sua amizade, a sua parceria, o seu carinho, o seu amor incondicionável, a sua saudade, a sua força, o exemplo de guerreira, a magia do seu nariz sempre molhadinho, o andar desageitado de gordinha, o olho grande em cima de tudo que fosse gostoso de comer e a sua fé na vida.
OBRIGADA QUERIDA! VOCÊ É E SEMPRE SERÁ INESQUECÍVEL NA MINHA VIDA!

sábado, 5 de novembro de 2011

O renascimento do parto

Venho hoje compartilhar com vocês um link de divulgação do filme "O renascimento do parto", um documentário com cara de sucesso até para os mais medrosos em relação ao parto, como eu...hehehehehe....uma eterna paixonada pela área e uma medrosa de carteirinha....A estréia está prevista para março de 2012 e eu convido a todos para assistirem!
Beijos Grande

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3B33_hNha_8#!


sábado, 10 de setembro de 2011


Hoje acordei meio estranha, um misto de desilusão, desanimo, cansaço e tristeza. Talvez um pingo de nostalgia, saudades de um tempo que já passou. E pra ajudar, levantei da cama, um dia incrivelmente lindo neste inverno cansativo e longo demais, fiquei de pijama, comi o restinho da polenta de ontem e resolvi assistir filme. Temos vários aqui em casa, mas eu escolhi um em especial: "Comer, Rezar, Amar". Como era totalmente previsivel acabei ouvindo as longas palavras da autora sobre a importância de enfrentar com fé e coragem as coisas e saber que nem sempre tudo é quando se deseja, mas quando tem que ser. Acabei chorando...vendo Julia Roberts levar aquele homem lindo, naquele lugar lindo, pra passear e vencendo seus medos realmente, para quem não está bem, não é uma boa escolha cinematográfica.
Fiquei pensando no quanto seria bom ter dinheiro e sair pelo mundo....Roma, India, Bali, Paris...onde se quisesse....e no final da viagem sempre um encontro com o "final feliz". E o quanto eu gostaria de ter a coragem de poder fazer isso. E dinheiro também...
Afinal imaginar uma liberdade total de comer massa e pizza sem culpa e depois comprar uma calça jeans maior e mesmo assim sentir-se bem é um privilégio difícil de se compartilhar entre mulheres. Entender que se concentrar em algo, esvaziar a mente das preocupações e simplesmente deixar acontecer, é uma forma simples de ser feliz, também é difícil. E poder entender que se desiquilibrar por amor é uma forma de equilibrar a vida é um conceito gostoso de pensar.
Talvez eu também posso fazer isso, não em Roma, India ou Bali...mas aqui, na esquina de casa mesmo.
Depois do filme e das lágrimas meu telefone tocou e uma voz especialmente amiga me convidou pra sair do pijama, pegar o cachoro e ir curtir o parque na esquina da minha casa e o sol que lá estava. No início resisti, mas que adiantava ficar em casa pensando que poderia ser como a "Lis" do filme , mas ao mesma tempo não agir como eu mesma.
Levantei, troquei de roupa, peguei o chimarrão e o cusco e fomos pro sol...e lá, no meio da conversa eu ouvi algo que simplesmente me tocou: "Não te importa com todas essas coisas difíceis da vida. Lembra que tu tem tua casa amada, tua familia que te ama, um marido que te ama, um cachorro que te ama, amigos que te amam...e esse é o teu final feliz."
Acabei chorando com a frase, emocionada e me dando conta de quantos finais felizes já tive na minha vida...e jamais precisei ir longe para viver cada um deles.
E quantas vezes vc já viveu um final feliz sem se dar conta?
Ah....eu me lembrei de vários...
Minha primeira boneca Barbie, uma viajem aos dez anos com meus pais, tocar em uma banda da escola, a festa dos meus 15 anos, meu time campeão da américa,meu primeiro amor, meu primeiro beijo, quando passei no vestibular, quando conheci meu marido, minha formatura, quando fui chamada num concurso, quando casei e nossa incrivel viajem de lua de mel, quando ganhei meu cachorro, quando ]compramos o nosso apê e nos atolamos em conta com a obra e agora, quando ouço uma amiga, num dia de sol me fazer o grande favor de me lembrar de tudo isso.
E como a gente é injusto....queremos um FINAL feliz, mas não existe final, existe a continuidade. Na vida não existe um final, nem a morte é o final, pode ser sim uma grande mudança, quem é que sabe?
Finais felizes queridos leitores simpelsmente não existem. Existem dias e momentos incrivelmente felizes, permeados as vezes por momentos difíceis (que também podem nos conduzir a um "final" feliz). E a vida é assim um espiral de eterno recomeçar.
Numa hora comendo pizza, na outra sem conseguir se concentrar na maldita bioestatistica.
Num momento no sol com os amigos, no outro enfrentando dificuldades no emprego.
Num minuto lopira, no outro morena....Agora sensivel, amanhã forte.
Todos nós passamos por tudo na vida....assim como a "Liz" do filme, assim como eu e você.
E nesse momento, chegando em casa, depois do chimas, do sol e das palavras trocadas, irei viver mais um destes finais felizes...dar um banho no meu cachorro que ficou imundo depois do passeio....Pra mim um momento delicioso, pra ele um sofrimento sem fim...heheheheh
E cada dia, fazendo terapia, tomando remédios, ouvindo os amigos, vivendo um amor e sentindo saudades (só de coisas boas!) é que vou aprendendo a não desejar mais um final feliz, mas a simpelsmente viver um dia de cada vez. Um "final feliz" por hora....com a certeza de que esse grande viajem que é a vida, nunca, mas nunca memso, se acabará!

Um grande abraço fraterno!
Paz e Luz!

Sophia

sábado, 9 de julho de 2011

Vincent e Bob


"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação.
Porque sua consciência é o que você é,e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.''

Bob Marley

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E se...


E se...eita frase bem complicadinha, as vezes necessária, mas enjoadinha.
E se... a nossa vida fosse diferente?
E se...fossemos diferente?
E se...fizéssemos tudo diferente?
E se...escolhessemos outra pessoa?
E se...tivéssemos outro emprego?
E se... fizéssemos outras escolhas?
E se...escolhessemos outros caminhos?
E se...
Enfim a vida é cheia de dúvidas, de incertezas e cabe a cada um escolher seu caminho com o receio que o caminho abandonado seja o mais correto. Sempre fica a dúvida, sempre fica o receio de termos errado nas nossas escolhas.
Aí chega o momento de deixarmos o medo d elado, a insegurança pra lá e arriscar no que acreditamos ser nosso destino, mas que no fundo são apenas as nossas escolhas.
Basta sabermos que há um momento na vida que precisamos ter coragem e escolher, apenas isso. C.O.R.A.G.E.M.
Seja para o que for...trocar d eemprego, de roupa, de marido, de casa....comprar uma bicicleta ou um apartamento? um carro ou ter um filho? casar ou apenas namorar? grêmio ou inter? ouvir os pais ou os amigos? Transar ou casar antes? Com ele ou esperar mais um pouco? filme ou novela?
Enfim....escolhas. E crenças. E sorte. E desejos. E destino, será?
Eu, particularmente, acredito em destino sim, mas tb crteio firmemente que quem o escreve somos nós mesmos...Deus ou o espírito protetor maior nos dá a oportunidade de fazer nossas as escolhas, o livre arbítrio, e assim moldamos nosso destino.
Ou seja, nos cabe ir em frente, seguir sempre, tomar coragem e fazer o que tem que ser feito.
Contas se pagam, livros se leem, músicas se escutam e vida é simplesmente para ser vivida. Da melhor e mais livre maneira. Livre dos medos e das angustias que fazer escolhas nos proporcionam, e acreditando que é por meio delas que crescemos.
Charles Chaplin disse uma vez: "Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia...porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante!".
Falou e disse.
Então...ouse, atreva-se, abrace, arrisque-se e viva em toda sua intensidade. Viva!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Escolhendo meu papel

Ai hoje eu tô cansada, aquela canseira da falta de energia....aquele estar sem forças inexplicável....e uma vontade de comer chocolate incontrolável. Estou triste. E fazia tempo que não me sentia assim. Triste por não poder ajudar, nem por saber. Trsite por ter que tomar decisões que são necessárias mas sofridas. Triste por ter que xingar. Triste por me sentir exposta, triste por ser injustiçada.
Tem coisas que me deixam muito brava, mas algumas me deixam triste. Saber que fui engana, injustiçada e usada....realmente não é algo que me revolta, mas que me causa uma tristeza imensa. Um vazio no coração....por saber que a gente tem muito mais fé nas pessoas do que na verdade elas mereçam.
Não sei se isso é uma injustiça também com os outros....mas é a sensação de hoje.
Porque nem sempre somos verdadeiros?
Porque nem sempre falamos o que sentimos para quem sentimos e no momento do sentimento?
Porque precisamos de artemanhas para viver?
Porque as vezes nos permitirmos ser enganados?
E porque mesmo assim ainda sentimos tristeza, aquele sentimento misturado de que ainda assim podíamos ajudar de alguma forma?
Deve existir algum geito de não se deixar enganar mais....ou não?

Sabe que prefiro, pensando bem, ser a enganada. Prefiro ser a tola, a que foi enganada, a que talvez se sinta triste com um evento assim. Mil vezes ser a inocente ou a boba. Milhões de vezes acreditar alguém e depois me decepcionar. Se tivesse que escolher não mudaria meu papel nessa crônica da vida. Vestiria as mesmas vestes e faria a mesma personagem.Na verdade não mudaria nada, nem o palco.
Mil vezes ser assim, ainda ter fé nas pessoas...do que ser aquele que engana, aquele que magoa....aquele que usa de cinismo e baixeza pra vencer nessa vida. Prefiro continuar acreditando no que você me disser...creer que a verdade sempre pode ser simplesmente a verdade.
Ah se eu pudesse escolher....eu faria tudo igual....eu acreditaria de novo...falaria as mesmas coisas....daria sempre o mesmo voto de confiança.....mas não mudava de papel pra ser aquele que mente. Acho que talvez seria mais franca no final do conto, diria abertamente o quanto feia foi a história e seu final....mas não trocaria de papel jamais.
Sei que ser assim, e escolher continuar sendo, tem implicações: o risco de se machucar por vários momentos ainda, mas em cada feria um novo curativo, em cada decepção uma nova lição....em cada tristeza novas possibilidades de alegria.
E lhe digo mais....se canse sim...mas não desista. Eu penso assim...hoje, apesar da tristeza, escrevendo este texto simplesmente me dei conta que no final de tudo....acabou bem. Expressar o que se sente frente a uma situação sempre traz algo de novo....e quease sempre renovador.
Eu espero que em 2011, claro, não aconteça tanto....assim economizo lágrimas....mas sei que acontecerão sempre...então uso cada uma como aprendizado.
E afinal...cada pedra não um obstáculo...uma escada!
Um grande abraço....

Sophia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sobre esta época do ano



Ouço constantemente as pessoas referirem que não gostam dessa época do ano....não gostam do Natal, acham uma festa triste...e o ano novo?...esse dá medo...o que será que virá com a chegada de 2011?
Eu pelo contrário AMU essa época do ano, sempre tenho sensações gostosas nessa época...uma esperança de que tudo pode mudar pra melhor, que nossas magias aparecerão...que uma nova vida se inicia.
Eu pelo contrário adoro sim os shoppings centers nessa época...não pela necessidade compulsiva da compra do presente, mas porque eles ficam lindos decorados....sou capaz de passar horas no meio de uma floresta encantada montada no saguão do shopping, de tirar várias fotos com o "Papai Noel", de entrar sem receio (junto com um monte de crianças) no trem que leva ao Pólo Norte em uma viagem comandada por um enorme bom velhinho que fala e sorri.
Sou capaz de passar horas escolhendo enfeites novos para as árvores...de ficar um tempo viajando no vai e vem das luzinhas coloridas....de esperar ansiosa pelos caminhões iluminados da Coca-Cola....de ficar parada em frente a árvore gigante da esquina de casa ouvindo a musiquinha gostosa de Natal que sai de dentro dela. Quando pequena achava que existia uma orquestra de duendes escondida em baixo dela....e as vezes ainda prefiro acreditar que estão lá sim...hehehehe
Não perco um concerto de Natal....sigo a bandinha do Papai Noel no shopping e, este ano em especial, comprei a árvore dos meu sonhos, enorme, cheia de bolinhas coloridas e com uma estrela prateada enorme dando enconsto a um anjinho de pano feito pela minha mãe.
E o ano-novo? Não tenho muitas simpatias não...mas por via das dúvidas como uvas, pulo sete ondas e faço um pedido a meia-noite...nunca é demais garantir né?heheheheh
Até hoje sou eu quem arruama a mesa de ambas as festas e que lê um texto sobre amor à meia-noite. Coisas que me dão prazer e que me comovem como poucas coisas na minha vida.
Ou seja...eu não odeio esta época do ano...e não me preocupo com nada que todo mundo preocupa-se....não me estresso com os presentes...fui criada acreditando que melhor que o presente era estarmos reunidos comendo a rabanada da minha avó e ouvindo um disco antigo que ainda toca no toca-discos bolachudos de antigamente...mas que até hoje me emociona ao iniciar suas cantigas. portanto vcs irão me ver nos shoppings com certeza...mas em busca de olhares de crianças fascinados pelos bonecos gigantes pendurados no teto...ou simplesmente o prazer de ficar na livraria ouvindo contos de natal antigos contatos por um mágico duende.
Vocês me verão nas lojas sim...procurando por bolinhas coloridas diferentes ou por enfeites de Papai Noel que ainda não tenho.
Estarei no Centro sim...procurando cartões de Natal lindos para escrever a mensagem mais bonita que eu desejar as pessoas mais queridas que possuo em minha vida.
Talvez não me vejam nas Igrejas...fechada e orando, mas com certeza estarei em uma loja super movimentada procurando roupinhas de bebê para doar na véspera de Natal enquanto estiver ainda trabalhando com minhas crianças lindas.
E no final do dia 24 e do dia 31, estarei eu, rodovia a fora, na corrida enlouquecida não de ganhar algo, mas de poder compartilhar todo o meu amor com minha família e amigos.
Eu realmente amo essa época do ano...e agradeço a DEUS e a todos os espirítos de Luz que me oportunizaram e me auxiliaram a chegar a estas datas mais uma vez e poder partilhar com aqueles que amo a chegada de mais um ano de aventuras emocionantes!

Com carinho

Sofia

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mais uma do poetinha...

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sempre o poetinha....

O LAÇO E O ABRAÇO

Mário Quintana

Meu Deus! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o
laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum
pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Desafiando-me

DESAFIOS....prefiro escrever com letras garrafais essa palavra....eles sempre me assustaram, mas eu sempre os encarei. É bem verdade que muitas vezes sofri um pouco para encarar, para aprender com eles de verdade....mas nunca deixei de encará-los, em nenhum momento.
Prefiro pensar que pode dar certo!
E essa semana mais um se aproxima....por quatro anos fuji dele, com a desculpa que não ia conseguir mesmo, então pra que tentar. A questão é que nesses quatro anos eu tinha muitya chance, muita mesmo...e deixei apenas que o medo dos outros se tornasse meu.
Dessa vez simplesmente olhei pra mim mesma e pensei...vamu lá né, só vou saber se tentar....e resolvi encarar mais esse desafio...e pensar que há uns seis meses atrás o maior desafio pra mim era sair da cama e tomar banho....os desafios mudam, mas sempre são desafiadores.
Pois é e nessa segunda mais ums e aproxima.
E eu tô com vontade de matar a pau nesse...não para os outros mas simpelsmente pra mim mesma.
Tô orgulgosa de ter chegado até aqui, de poder defender minhas idéias e de poder dizer pra mim mesma que EU POSSO SIM. E que medos eu tenho, mas que posso conviver com eles e ser feliz.
Tô com uma vontade de mostrar tudo que sou e tudo que posso ser....tô literalmente com vontade de arrasar.
E não pensem que isso é soberba....quem me conhece na vida real sabe que passo longe dessa palavrinha medíocre...é apenas conseguir reconhecer, depois de muito tempo, o potencial que se tem e dar valor as conquistas, sejam elas pequenas ou grandes, que atingimos na vida.
Há seis meses minha maior conquista e pela qual eu agrdecia a DEUS era sair da cama....meu corpo pesava, minha mente chorava....hoje eu consigo sair da cama, me maquiar e ir pra frente de pessoas prontas pra me julgar, julgar as minha sidéias, compará-las com outras e me escolher ou não.
E daí? Eu já me escolhi....eu esoclhi ser feliz, eu desejei e escolhi estar lá na frente destas pessoas. E quando eu estiver lá não estarei sozinha....tem tanta gente que vai comigo....tanta gente mesmo. Meus pais, meus amigos, meu marido amado, meus colegas de trabalho...minha psicóloga, meu psiquiatra, as gestantes que cuido, os recém-nascidos que abraço, meus antigos professores, meu cachorro, minhas cadelas, as crianças da Bahia, as crianças da Santa Tereza....enfim...todos estarão lá. Em meu pensamento, em meu coração e fluindo na mesma energia boa de ser desafiado mais uma vez e vencer o desafio.
E não importa a resposta final....eu já arrasei.
E nessa segunda eu sairei da cama cedo, tomarei aquele banho gostoso, colocarei a roupa nova escolhida pela minha melhor amiga nessa vida e nas outras, e roupa chic por sinal, pegarei a bolsa mais linda...a maquiagem mais elegante....e com certeza arrasarei.
Pra mim.
Apenas pra mim.
Pra mais ninguém.
Eu sou minha própria banca.
E eu já me avaliei.
E fui considerada aprovada.
Totalmente aprovada.

Que venham sempre desafios....que eu levante sempre da cama....que eu tome banho....que DEUS me conceda sempre a vitória de ser feliz e de esoclher ser feliz.

Um grande beiju.

Sofia

terça-feira, 5 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010


"E no final o que realmente importa são a força dos seus sonhos. No final do dia....você simplesmente descobre que o único obstáculo frente as suas conquistas é apenas você mesmo.... Mas por outro lado a maior força modificadora e realizadora é também você mesmo.; Agarre-se a segunda idéia. Apenas isso."


Sofia

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Por que a vida indiscutivelmente é de momentos!

Porque que quando a gente faz tanta coisa boa, diz tanta coisa boa, realiza tanta coisa boa dá aquele medo?....Parece que tempestade e bonanza sempre, necessariamente tem que ser concomitantes uma a outra. Viver momentos bons...momentos ruins,fáceis, difíceis...interessantes, entediantes, emocionantes, surpreendentes, calamitosos....todos fazem parte da vida. Mas a gente prefere sentir medo do que virá adiante.
Adiante na verdade nem existe. O futuro depende exclusivamente do que você faz, diz, come e realiza no seu presente. Com o passado não adianta se preocupar mais, é aprender ou esquecer, apenas isso. Viver saudosamente nele não é saudável para ninguém, apesar de ser um refúgio para muitos.
Viver é momentos. Felicidade são momentos. Tristeza são momentos.
Trabalho com uma pessoa linda, com uma alma e uma força que eu admiro, apesar de ser pequenininha e com uma carinha de frágil...é só o semblante de lçeveza, porque o interior é de força. E essa pessoa linda essa semana disse o seguinte..."Minha vida atualmente são momentos....são de momentos como esse, de estar junto com alguém fazendo algo que me dê prazer....apenas momentos...e no fundo é isso mesmo né?".
Na hora eu disse sem pensa "É sim...", mas depois fui pra casa com aquela sensação de que realmente era mesmo.
A vida é realmente o que vc faz de cada segundo....e das escolhas que vc tomou para aquele dia, aquela hora...aquele momento!
Eu atualmente vivo assim...de momentos...e tá dando certo.
Resolvi encarar que problemas de saúde todos nós temos, alguns são eternos gripados, outros estressados, outros depressivos, outros vivem com amigdalite...outros lutam contra o diabetes...e eu tenho minhas próprias lutas em saúde tb. Resolvi encarar que para ser produtiva e viver meus momentos preciso de auxiliares...pequeninos (caros!heheheh), mas é assim que consigo viver meus momentos....e atualmente, esses instantes tem sido bem bons.
Resovi entender que ninguém é uma ilha e que ninguém é insubstituível. Não consigo, nem quero viver meus momentos sozinha, preciso realmente de vários braços pra andarem junto comigo...pra comer iogurte com frutas...pra cuidar dos cachorros...pra fazer trabalhos juntos...pra ficar feliz pelas vitórias....pra amar. Compreendi que não preciso ser ou fazer tudo, se um dia a gente não pode, não é preciso se preocupar...é justamente o momento de outra pessoa brilhar e não apenas vc. Fica calmo...vai dar tudo certo.
E aprendi que nem tudo posso guardar no m,eu cérebro...não dá....os meus momentos precisam ser descritos em outro lugar, para que minha cabeça possa estar livre para as maravilhas que DEUS coloca no meu mundo e que não se chamam trabalho.
Amanhã terei vários momentos....trabalho de manhã, de tarde e a noite vou curtir um momento com Ivete Sangalo...e agradecer a DEUS por me proporcionar ter saúde e paz de espirito para desejar fazer a festa ainda após um dia inteiro de luta.
Por que no final não importa somente quem vc é, não importa para onde vc vá na sua vida...em algum momento vc vai precisar de alguém para ficar do seu lado...já dizia a grande canção"Stand By me".
E nos meus moemntos, no hospital, na rua, em casa, na casa dos amigos, na casa dos pais, no telefone....sempre tem alguém ao meu lado.
E no fundo.....sei que em qualquer momento ELE, apenas ELE, é AQUELE que sempre estará ao meu lado.

Por isso curta seus momentos, sem se preocupar tanto com os seguintes.
Retire do seu cérebro o lixo mental.
Memorize músicas lindas.
Dance sozinho em casa, treinando para um show.
Assista coisas construtivas na televisão.
Tenha um ideal.
Tenha um sonho e foque, cada dia vc constrói um momento de realização.

E simplesmente respire, relaxe e curta.
E agradeça sempre por aqueles que stão aos eu lado em todos ou qualquer momento.
No final é o que realmente vale desses instantes....

Um beijo grande

Sofia...

Obs: Exte texto é em homenagem as pessoas que fazem das minhas tardes grandes momentos.

sábado, 28 de agosto de 2010

É tudo sempre igual?

Hoje eu descobri algo que já sabia.....jornal é um saco.
Telejornal então, pior ainda. Aí os ilustres companheiros de jornada me dirão que sou pouco antenada com o mundo....de maneira nenhum, só estou cansada de muitas coisas repetidas diariamente.
As capas são sempre as mesmas: assaltos, aumentos de impostos, assassinatos, políticos corruptos, times de futebol que ganham e que perdem....sempre a mesma coisa.
Hoje assisti a uma notícia no jornal que eu vejo há mais ou menos uns dez anos, no mínimo: Corram menos na estrada do Taim, no Rio Grande do Sul, pois muitos animais são mortos diariamente pelo excesso de velocidade...e lá apareceu na TV vários bichinhos atirados na beira da estrada....enfim....sempre a mesma coisa.
Acidentes de carro por alta velocidade e outras imprudências....
Os efeitos maléficos das drogas licítas e ilícitas na vida particular e comunitária....
A falta de segurança nas cidades brasileiras....
A guerra eterna no Oriente Médio....
A fome constante de muitas pessoas....
A saúde precária do nosso país....
As cuecas cheias de dinheiro....
Enfim....sempre, observem....sempre são as mesmas notícias....nada muda....pelo menos não percebo olhando os jornais e lendo os impressos.
A querida Madre Tereza foi quetsionada uma vez por um jornal poque não participava de passeatas contra a guerra e na luz de sua sabedoria repondeu:"Jamais caminharei contra a guerra, mas me chamem para uma passeata pela PAZ e serei a primeira a estar em pé!"Linda e iluminada como sempre foi.
Estou cansada de tanta notícia ruim. Estou exausta de tanto sensacionalismo com as coisas que não nos acrescentam.
Precisamos saber sim do que acontece no mundo, mas não divulgamos nada, absolutamente nada de bom. O mundo precisa de notícias boas, precisa visualizar tb as pessoas que caminham pela PAZ e não apenas as que promovem a guerra.
Precisam sim ouvir depoimentos ilustes de simples policíais não corruptos que carregam no peito a vontade de proteger o outro com sua própria vida.
Precisamos ouvir músicas que nos iluminem a alma, chega de tanta dor de cotovelo....criemos músicas de amores que dão certo.
Precisamos d enovelas em que haja realmente mocinhos e que eles não se dêem bem somente no último capítulo.
Precisamos de seriados em que a traição e a desestruturação familiar nãos ejam o trama principal.
Queremos, exigimos coisas que façam bem a nossa alma e ao nosso coração.
Estou cansada de só ver as notícias dos vilões.
Estou cansada de falsas promessas no horário político, por sinal comandando pelos mesmos de sempre.
Quero novidades!
"Por favor me traga uma notícia boa...", Já dizia Nenhum de Nós, nosso grupo mais que gaúcho.
Eu preciso visualizar que ainda existem bons motoristas no trânsito, que ainda existem políticos honestos, que os amores podem dar certo, que nem sempre os filhos se drogam e que podemos vencer todo mal que existe nesse mundo.
Me convidem para uma passeata pela PAZ.
Tb estarei lá rapidinho....E talvez o espiríto iluminado de Madre tereza também....
Um abraço cheio de luz....

Sofia

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Trajetórias de vida


Hoje eu vinha caminhando depois de sair do trabalho e pensando....pensando em como a vida da gente corre, o tempo voa....e as vezes nem percebemos essa velocidade toda....e vamos acelerando, marchando....rumo a passar desapercebido por tantas coisas lindas. E aí veio a vontade de escrever....no ônibus, na rua....na minha trajetória de volta para casa e que cruzei com tantas pessoas e vivi tanta coisa mesmo em 30 minutos.
Me lembrei de quando era mais jovem, tinha um grupo de amigos maravilhosos, aqueles de fé....e viviamos tudo, absolutamente TUDO juntos. Viajávamos juntos, em excursões maravilhosas pelo estado, estudávamos juntos, olhávamos os "gatinhos" (na época era assim que a gente chamava!) juntos...enfim...uma turma de amigos e amigas sensacional. Conhecemos nossos primeiros e intensos amores, namoramos e brigamos muito...sempre juntos.
Aí veio o segundo grau, nos separamos um pouco, conhecemos outras pessoas....fizemos novos e tão intensos e verdadeiros amigos....na verdade só somamos as amizades. E permanecemos juntos, agora maiores em quantidade.
Vieram as festas de 15 anos....meu DEUS, todo final de semana era alguém....troca de sapatinhos à meia noite, troca de vestidos, parabéns e a valsa....ui que dor nos pé com aquela valsa. E sem contar no primeiro namoradinho que ia na festa pra dizer que bom...ele seria o primeiro mesmo....heheheheheh
Vieram as festas, os pagodes, que na época eram vários...os shows inúmeros do Nenhum de Nós e nós cantando bem alto...."Mas vc lembra...vc vai lembrar de mim....que o nosso amor valeu a pena"...ou então com aquela musiquinha bala que todos nós enlouqueciamos quando tocava "Porque vc não larga de bobeira e vem me dar um beijo? Se é isso que vc mais quer, se é isso que a gente quer..."...heheheheh....e assim íamos crescendo.JUNTOS.
Nossas formaturas foram quase todas na mesma época....festa e mais festa.
E aí veio o Vestibular...o vilão...alguns passaram, alguns tentaram mais alguns anos....e a faculdade trouxe mais amigos, mais compromissos, menos horas juntos, mais contatos por e-mail, mais estresse (ainda não havia sido notado ele antes da graduação!)....mas tb trouxe mais cerveja, mais agito, mais jantas, mais estudos de madrugada coletivos....mais café!
E a faculdade termina....amores, grandes e intensos, ficaram pra trás...a aversão por bebida alcóolica também....heheheh....moderadamente quando consumida faz um bem danado...heheheeh.....e as formaturas vieram de novo!
Festas regadas de desejos e sonhos, conquistas e vitórias...e os amigos, do primeiro grau, do segundo grau e da faculdade reunidos num só lugar, de faixa aberta na mão, gritando seu nome após ser chamado pelo Reitor...e provando que amizades se somam sempre, nunca se diluem...tomam rumos diferentes, mas dão orgulho.
Vem o Mestrado....e o que parecia estresse tornou-se um grande prazer. O primeiro emprego nos trouxe chuvas de lágrimas, mas vitórias inesquecíveis. E então, decidimos tomar rumos mais distantes.
E pegamos um ônibus, saímos de casa e dissemos com essa atitude que AGORA é tudo com a gente.
Os contatos por e-mail e redes sociais tornam-se mais apropriados e mais fáceis...mas o abraço apertado daquele amigo fiel faz uma falta inexplicável....incondicional...inesquecível.
E eles agora estão casados, um a um foram encontrando seus pares, seus amores e criando famílias. E estávamos todos lá, na platéia, aplaudindo e as vezes chorando emocionados, por ver aquele ser querido demais dando passos tão inesquecíveis na sua vida.
E alguns deram já passos maiores....tiveram a iniciativa d eingrenar na vida d epais e encher esses amigos sem coragem de esperança e vontade!
E nossas trajetórias de vida, parecidas, juntas, apesar de com caminhos e desvios frequentemente distantes, nunca se esqueceram. Continuamos usando os mesmos apelidos, mandando fotos dos filhos por e-mails, contando nossos causos no Orkut e de vez em quando se reunindo num lugar mais próximo pra nos reforçarmos com aquele abraço gostoso.
E das trajetórias de nossas vidas, fica tudo....exatamente tudo. Na memória, na lembrança especial, naquela área do cérebro chamada Baú de Tesouros:
- o primeiro amor;
- o primeiro beijo;
- as saídas nas festas;
- os estudos e as viajens;
- as jantas na casa de um e outro;
- os aniversários com som na garagem;
- os pagodes e os rocks;
- os ensaios na banda;
- os Grupos de Conviência de Jovens;
- as formas de lutar por uma juventude melhor através de encontros juvenis;
- os términos de namoro tão sofridos;
- os novos amores encontrados;
- a brincadeira dos bichos no vestibular;
- a valsa da formatura;
- o primeiro ônibus para chegar a casa de cada um, sem ser a casa dos pais;
- os "sim" dos casamentos;
- as fotos dos filhos;
- os e-mails lindos recebidos nas caixas de mensagens que nos tornam próximos de novo.

E as trajetórias continuam...não param...o ônibus continua a andar, fazer seu trajeto e o tempo nos traz quilos, marcas e lembranças que nos tornam pessoas mais fortes e corajosas.
E que assim continue...nos separando e nos reencontrando.
E de tempos em tempos nos possibilitando aquele abraço maravilhoso que só vc meu amigo pode me proporcionar.

Com carinho a todos que fazem parte da minha Trajetória de Vida, hoje, ontem e sempre.
Sofia